Gabriela Lisbôa
São Paulo

Quem gosta de música também gosta de fones de ouvido. Colocar o aparelho significa se desconectar do mundo e viajar no universo da banda preferida, sem se preocupar com o que acontece em volta. No entanto, aumentar o volume pode prejudicar a saúde auditiva.

Usados para ouvir música, assistir a vídeos e filmes pela internet ou pelas redes sociais e até mesmo para ouvir aquela mensagem de voz em aplicativos de mensagens, os fones de ouvido estão cada vez mais presentes na vida das pessoas.

De acordo com o otorrinolaringologista Marcio Salmito, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a recomendação é que a intensidade do som que sai dos fones não seja superior à 80 decibeis.

“Corresponde ao volume de uma campainha comum, ao tom de voz de uma conversa um pouco mais alta ou a uma TV em bom volume para todos”, afirma.

Quanto mais intenso for o som, menor deve ser o tempo de exposição evitando assim a destruição precoce das células auditivas. “Alguns smartphones são equipados com limitadores de som, que avisam quando o volume do áudio está acima dos limites recomendados. Aconselho que as pessoas utilizem recursos deste tipo”, explica.

Uma vez destruídas, as células auditivas não podem ser recuperadas. Outro problema causado pelos fones é que, como o som está muito próximo da orelha, ele vai direto para o tímpano, o que causa uma pressão maior.

O médico também recomenda que as pessoas evitem a exposição aguda aos volumes de sons, como as que ocorrem, por exemplo, em shows. Ficar perto das caixas acústicas provoca uma agressão aguda nos ouvidos, que pode ocasionar zumbido no dia seguinte à exposição exagerada.

Um som muito intenso pode provocar um “trauma acústico”, que leva a uma perda auditiva que requer tratamento imediato.

Para preservar a saúde dos ouvidos, o médico recomenda o uso de fones grandes e externos, que cobrem toda a superfície das orelhas, abafam o som e não atrapalham a saída natural da cera.

Higiene adequada

De acordo com o Salmito, hastes flexíveis de algodão ou qualquer outro objeto não devem ser utilizados para a higiene dos ouvidos.

“Estes instrumentos são largos, ocupando todo o diâmetro do canal auditivo, não conseguindo limpá-los. Eles apenas empurram a cera para o interior do canal, aumentando o risco de infecções”, afirma o especialista.

O médico diz ainda que as pessoas não devem pingar nada nos ouvidos sem orientação médica. “Óleo ou azeite morno, álcool e outros líquidos não devem ser introduzidos nos ouvidos”, finaliza.

Font: https://noticias-r7-com.cdn.ampproject.org/v/s/noticias.r7.com/saude/no-dia-do-rock-veja-os-riscos-do-volume-alto-em-fones-de-ouvido.shtml

Valéria França
São Paulo

Barulho é a queixa mais recorrente nos condomínios paulistanos, segundo o Sindicato dos Síndicos.

A gama de ruídos que incomodam os moradores é enorme. Uma festa que avança pela madrugada, o som alto da TV e até a pressão da válvula de descarga viram motivo de reclamação.

“É uma questão subjetiva, varia de acordo com a sensibilidade de cada um”, diz Davi Akkerman, coordenador do comitê de acústica nas edificações da ProAcústica, associação que reúne empresas e profissionais do setor.

Nem todos têm a mesma tolerância para os ruídos, assim como muita gente não percebe o incômodo que provoca.

Marta Pachioni Monteleone, 56, é síndica profissional de sete edifícios, entre eles um condomínio-clube com 288 apartamentos no Paraíso (zona sul de São Paulo).

“Tem um morador que chega do trabalho de madrugada, pega o telefone e fica conversando como se fosse meio-dia. O vizinho reclama que ele fala alto demais”, diz.

Como resolver esse tipo de impasse? “O máximo que o síndico pode fazer é ser mediador para que os dois cheguem a um acordo”, afirma ela.

Muitas vezes, as questões se resolvem rapidamente e com cavalheirismo.

Presidente do Sindicato dos Síndicos e diretor da administradora BBZ, Roberto Piernikarz, 37, foi surpreendido pela carta de um vizinho reclamando do barulho que seus filhos faziam.

Ele se queixava do som das rodas do triciclo das crianças passando pelo teto dele, assim como do barulho de objetos arremessados ao chão. Educadamente, o vizinho se oferecia para pagar a colocação de carpete na casa de Piernikarz –algo que custaria em torno de R$ 11 mil.

“Nunca imaginei que estivéssemos incomodando. Eu mesmo colocaria o carpete se todos em casa não fossem alérgicos”, diz.

Piernikarz explicou isso ao vizinho, ao mesmo tempo que estabeleceu regras mais rígidas para as crianças. A casa dele fica agora em silêncio durante a noite.

Aiano Vizoni/Folhapress
O engenheiro Rodrigo Mancuso, 41, que reforma o apartamento para colocar vidro triplo nas janelas
O engenheiro Rodrigo Mancuso, 41, que reforma o apartamento para colocar vidro triplo nas janelas

Mas há casos que parecem nunca ter fim. O engenheiro Rodrigo Mancuso, 41, mudou-se há cerca de dois anos para um apartamento da década de 1970, no segundo andar de um prédio na Vila Mariana.

Quando comprou o imóvel, não imaginou que o hostel localizado ao lado do edifício costumasse dar grandes festas. O síndico organizou um abaixo-assinado com os moradores pedindo aos donos do negócio providências, que não vieram.

“O som era tão alto que parecia estar dentro do meu apartamento”, lembra Mancuso. Ele registrou boletim de ocorrência na polícia e ligou para o 156 (canal de serviços da Prefeitura de São Paulo). Não adiantou nada.

Segundo a Lei do Silêncio, em regiões residenciais como a de Mancuso, o limite de ruído das 7h às 22h é de 50 decibéis, o equivalente ao choro de uma criança. Durante a noite, das 22h às 7h, o limite permitido cai para um ruído parecido com o de uma conversa (45 decibéis). Em zonas mistas, o máximo permitido seria o som de um aspirador de pó (70 decibéis).

Mancuso gravou o barulho das festas e abriu queixa na Prefeitura Regional da Vila Mariana. Um fiscal foi ao local, e o hostel foi ameaçado de fechamento porque não tinha registro para sediar eventos. Sem saída, os donos preferiram vendê-lo.

Os novos proprietários são mais cuidadosos, mas vez ou outra exageram. Mancuso colocou janela antirruído. “Elas não bloqueiam todo o som, mas diminuem em 70%.”

Em alguns casos, o barulho mora ao lado. Em um prédio da Barra Funda, o comerciante Ricardo (nome fictício), de 33 anos, acordava todos os dias às 5h, duas antes do que previa, despertado pelo barulho do liquidificador do vizinho –um personal trainer que não sai de casa sem tomar vitaminas energéticas.

“A parede da minha suíte dá para a bancada da pia do apartamento dele. Quando ele liga a torneira, eu escuto. Quando ele quebra um ovo na pia, eu escuto. Imagine quando liga o liquidificador. É um horror”, afirma Ricardo, que tentou negociar com o vizinho, em vão.

“O jeito foi desembolsar R$ 8.000 para blindar minha parede”, diz ele, que agora está processando a construtora.

De acordo com o regulamento da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), para o interior de uma residência são considerados confortáveis sons entre 35 (que equivale a um sussurro) e 50 decibéis (conversa em tom normal).

“Não é uma lei, mas um índice usado pelos juristas para avaliar se há excesso de ruído”, diz Akkerman, da ProAcústica. Nesse caso, ligar uma máquina de lavar-louças (60 decibéis) ou um liquidificador (70 decibéis) durante a noite pode ser considerado excesso.

O regulamento interno dos condomínios estabelece regras para a melhor convivência dos moradores e inclui também os horários em que não se deve produzir ruídos incômodos.

“Cada prédio tem um regulamento interno, mas em geral todos pedem que haja silêncio das 22h às 9h”, afirma a advogada Viviane Basqueira D’Annibale, especialista em condomínios do escritório Soares Ribeiro.

Segundo a advogada, os condôminos que não respeitam as normas do edifício podem e devem ser multados. “Caso o pagamento não seja efetuado, o prédio poderá realizar a cobrança judicial.”

Se as sanções previstas –advertência e multa– não resolverem, o artigo 1337 do código civil prevê que o condômino com reiterado comportamento antissocial pode ser constrangido a pagar multa de até dez vezes o valor da mensalidade do condomínio.

“O ideal é evitar as instâncias judiciais”, diz Viviane. “As partes envolvidas devem conversar e chegar a um acordo para a boa convivência.”

Font: https://www1.folha.uol.com.br/sobretudo/morar/2018/05/1969955-barulho-e-a-queixa-mais-comum-em-condominios-de-sao-paulo.shtml

O motoqueiro extirpa o silenciador que vem de fábrica e sai espalhando susto com o escapamento da moto. No ônibus, ninguém consegue tirar um cochilo após o expediente porque algum passageiro decidiu assistir, sem fone de ouvido, ao vídeo que recebeu pelo telefone.

O colega de trabalho dá uma saída e não leva o celular, que começa a tocar incessantemente, constrangendo o escritório. O vizinho de porta aprende a tocar guitarra e, para ouvir melhor os acordes, capricha no amplificador.

Parece que viver em sociedade no século 21 é o mesmo que ser constantemente bombardeado pelo barulho. Como se não bastasse ser a cidade ruidosa por si só, em razão da aglomeração de pessoas e do trânsito crescente, a poluição sonora acaba sendo potencializada por comportamentos inapropriados que as pessoas adotam no dia a dia.

Escapamentos de motos e sons automotivos estão entre as principais fontes de poluição sonora nas ruas das cidades brasileiras (Foto: M.Dutra/blogmanueldutra)

Segundo a fonoaudióloga Keila Knobel, o que falta a essas pessoas são “educação, respeito, cidadania, empatia”:

— Como o som não respeita muro nem parede, nós invadimos o espaço alheio com muita facilidade. A invasão é frequente porque muita gente não se coloca no lugar do outro. Quando ouço o meu cantor favorito, digo que é “música”. Se o vizinho ouve a mesma música e no mesmo volume, fico indignado e chamo de “barulho”

Keila é autora de um estudo que comprova essa avaliação. Como pós-doutoranda na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ela entrevistou 670 alunos de colégios de Campinas (SP). A maioria se disse incomodada com o nível de ruído na sala de aula, mas quase ninguém se reconheceu como fonte do barulho.

— Numa turma de 40 crianças, ouvi de 39 que a sala de aula era barulhenta por causa dos “outros”. A conta não fecha.

Brigar por um ambiente minimamente silencioso não é capricho. É questão de saúde. De acordo com a medicina, as pessoas começam a perder a audição quando são expostas por períodos prolongados e repetidos a sons a partir de 85 decibéis (o equivalente ao ruído do liquidificador). Imperceptível nos estágios iniciais, a morte das células auditivas é gradual, lenta e irreversível.

A partir dos 60 decibéis (o mesmo que uma conversa normal), embora não consiga ferir o ouvido, o som já é suficiente para agredir o restante do organismo e também prejudicar o equilíbrio emocional. Não à toa, a regra de ouro de qualquer hospital é “silêncio”.

O pesquisador da Universidade de Brasília (UnB) Armando Maroja, especializado em acústica ambiental, afirma que a poluição sonora é um “mal invisível”:

— Diante da água poluída, você vê a cor e se recusa a beber. Diante do ar contaminado, você prende a respiração ou se afasta. Com o barulho, é diferente. Embora perigoso, ainda não é encarado como tal. Um lugar barulhento dificilmente espanta alguém.

Artigo da revista Fon Fon em 1913 critica o excesso de barulho nas ruas do Rio de Janeiro. Ironicamente, o nome da revista era uma referência ao som da buzina dos carros (Imagem: Biblioteca Nacional)

O barulho, mesmo que não seja escandaloso, é interpretado pelo organismo como prenúncio de perigo. O estado de alerta faz o coração acelerar, a pressão sanguínea subir, a respiração ficar mais forte e a digestão desacelerar. Para que a pessoa tenha energia para se defender, suas reservas de açúcar e gordura são liberadas. Esgotado o estoque de energia, surgem cansaço, irritabilidade, estresse, ansiedade, insônia, falha de memória, falta de concentração, gripe e, em casos mais graves, doenças cardíacas, respiratórias, digestivas e mentais.

A falta de concentração pode levar a acidentes no trânsito. A irritabilidade pode desencadear desentendimentos e episódios de violência. O barulho, em suma, tem o poder de reduzir a expectativa de vida das pessoas.

O advogado Michel Rosenthal Wagner, mediador de conflitos urbanos, afirma que não são raras as ações judiciais envolvendo vizinhos que se estapearam por causa de barulho.

— Ouço que até as 22h o barulho está liberado e que só é preciso fazer silêncio depois disso. É mito. Existem normas que especificam o ruído máximo tolerável, que varia conforme o bairro e a hora do dia — ele esclarece. — Também ouço que o Brasil é barulhento porque somos um povo feliz. Outro mito. Felicidade não é sinônimo de barulho. Segundo a ONU, os países mais felizes do mundo são os da Escandinávia, nos quais o silêncio é imensamente valorizado.

Aos poucos, cidades e estados vêm criando “leis do silêncio”. No último Réveillon, Campos do Jordão (SP) adotou uma queima de fogos silenciosa e Alfenas (MG) simplesmente cancelou o show pirotécnico. Nas duas cidades, a tradição ruidosa das viradas de ano foi quebrada para proteger os cachorros, que são extremamente sensíveis ao barulho — há relatos de cães que, de tão nervosos diante das explosões, acabam se enroscando na própria guia e morrendo enforcados.

No âmbito federal, a Lei de Contravenções Penais diz que quem “perturbar o trabalho ou o sossego alheios” com barulho poderá passar até três meses preso, e a Lei de Crimes Ambientais pune com até quatro anos de prisão quem causa “poluição de qualquer natureza”, inclusive a sonora, “em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana”.

Em Brasília, os moradores de um edifício da Asa Norte resolveram afixar um cartaz na portaria em protesto contra a algazarra diária da clientela do bar ao lado. Eles escreveram: “Aqui residem 15 famílias que precisam de sossego e respeito”.

— Primeiro tentamos o diálogo, depois acionamos as autoridades. Nada resolveu. Agora processamos o bar — conta o servidor público Hugo Freitas. — Para todo mundo, o lar é um lugar reconfortante. Para mim, é estressante.

Medida desesperada: em Brasília, Hugo de Freitas e os vizinhos afixaram cartaz na portaria do prédio implorando silêncio ao bar ao lado (Foto: Pillar Pedreira/Agência Senado)

Outra moradora do prédio, a aposentada Maria do Carmo Duarte sofre por antecipação sempre que a meia-noite se aproxima. Ela sabe que, assim que o dia virar, vai começar a cantoria de Parabéns pra Você lá embaixo, com gritos e batucadas.

— Ver televisão na sala ou no quarto é impossível. Tive que instalar uma TV na cozinha. Para dormir, tomo remédio controlado. Nem sequer as minhas orações consigo fazer em paz — ela se queixa.

O Congresso Nacional estuda uma série de projetos de lei que baixam o volume do dia a dia. Entre eles, estão um que limita os decibéis de igrejas (PL 524/2015), um que regula as emissões sonoras de bares e boates (PL 5.814/2013) e outro que proíbe fogos de artifício com estouro (PL 6.881/2017). Se receberem a aprovação da Câmara, passarão para a análise do Senado.

No momento, a Casa examina a conversão em projeto de uma ideia apresentada por meio do e-cidadania, o portal de interação do Senado com a sociedade. Rogerio Nagai, morador de São Paulo, obteve 52.770 apoios à sua sugestão de proibir fogos de artifício com ruídos. Segundo Nagai, além do barulho que leva animais a ficarem desnorteados, e até a morrerem de ataque cardíaco ou atropelamento, os estampidos de rojões, morteiros e bombas são a causa de amputamentos de dedos e de stress em crianças.

SUG 4/2018 está sendo relatada pelo senador Rodrigues Palma (PR-MT). Se ele entender que há fundamento e base jurídica para a ideia, oferecerá projeto de lei sobre o assunto à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Manifestação na Avenida Paulista busca a conscientização sobre o barulho nas ruas de São Paulo (Foto: Divulgação/ProAcústica)

No ano passado, os senadores e deputados aprovaram uma reforma eleitoral que, entre outros pontos, torna as campanhas mais silenciosas. Ficam proibidos, a partir deste ano, aqueles carros que percorriam as cidades tocando jingles de candidatos. Os carros de som só serão tolerados em carreatas, passeatas, caminhadas e comícios — e a música não poderá exceder 80 decibéis.

Recentemente, o Senado tomou uma medida interna para aliviar os tímpanos dos frequentadores do Plenário. A velha campainha que convocava os senadores foi aposentada. O som mais parecia um alarme de incêndio e chegava a 90 decibéis. O modelo atual tem o toque mais suave, assemelhado a uma campainha de casa, e alcança 75 decibéis.

No combate ao barulho, os especialistas pedem que o Brasil se espelhe na Europa, onde as cidades grandes são obrigadas a elaborar um mapa do ruído, apontando a intensidade sonora de todos os cantos do perímetro urbano.

— Como a poluição sonora é invisível, o que o mapa faz é torná-la visível — explica Marcos Holtz, vice-presidente da Associação ProAcústica, que auxilia a prefeitura de São Paulo a traçar o seu primeiro mapa.

Mapa do ruído em São Paulo: na escala, as áreas em vermelho escuro, como a da Avenida 23 de maio (diagonal em baixo), marcam o início da faixa danosa aos ouvidos. (Imagem: Divulgação/ProAcústica)

Com o mapa do ruído em mãos, o governante passa a saber onde o barulho está e, assim, pode agir no local exato — construindo ciclovias, restringindo a circulação de carros, exigindo que os ônibus ou trens sejam elétricos ou pavimentando de novo alguma rua, já que vias esburacadas pioram o barulho do trânsito.

O mapa também é útil para as pessoas em geral. Quem quer comprar uma casa e está em dúvida entre imóveis localizados em diferentes ruas, por exemplo, dispõe de informações objetivas para ajudar na escolha da opção mais silenciosa.

— Há vezes em que estamos irritados e é apenas quando desligamos o ar condicionado que descobrimos que a culpa era do barulho do aparelho — continua Holtz. — Estamos tão habituados ao barulho urbano que o vemos como natural, inescapável, mas não é. A cidade é uma invenção humana e temos, sim, como baixar o volume dela.

O senador Cristovam Buarque (PPS-DF), que já foi ministro da Educação, diz que os brasileiros em algum momento vão finalmente compreender que o barulho é falta de respeito e ameaça à saúde:

— Não acredito que a conscientização virá agora, mas temos que agir já. Precisamos apostar nas crianças, porque elas são mais abertas às lições de cidadania e assimilam rápido. O garoto que aprender na escola sobre poluição sonora vai, sem dúvida, virar um adulto consciente e educado.

Para Cristovam Buarque, é preciso conscientizar sobre o barulho desde a infância (Foto: Pedro França/Agência Senado)

Quem deseja ter uma ideia do barulho a que está submetido pode baixar um decibelímetro no celular. Basta digitar “decibel”. Há versões gratuitas. A medição não chega à mesma precisão dos aparelhos profissionais, mas fica próxima da realidade.

Fonte: https://www12.senado.leg.br/noticias/infograficos/2018/05/barulho-falta-de-respeito-e-ameaca-a-saude